- “O xamã poderia ser considerado um tipo de curandeiro, mas nem todos os curandeiros são xamãs”. - “O curandeiro se apresenta como pessoa capaz de tratar enfermidades que são particularmente temidas pelas pessoas e para as quais a medicina não possui todavia métodos terapêuticos mais eficientes”. (Enciclopedia Lusobrasileira de culturas, 1977). - “Entre os siberianos e outros grupos de todo o mundo com crenças análogas, é a pessoa a quem se atribuem poderes para curar os enfermos e comunicar-se com o mundo do além” (The New Encyclopedia Británica; 1989) - “Curandero indígena que altera deliberadamente sua consciência a fim de obter conhecimento e poder proveniente do mundo dos espíritos para ajudar e curar os membros de sua tribo” (Krippner; 1988) - Entre os Ojibway em Canadá ” é a pessoa, homem ou mulher, que experimenta, absorve e comunica uma especial forma de apoio, de poder sanador” (Grim; 1983) - “O que conhece as técnicas arcaicas do êxtase” (Eliade) - “Uma pessoa a quem se atribuem poderes especiais para comunicar-se com os espíritos e influir sobre eles dissociando sua alma de seu corpo. Os espíritos lhe ajudam a realizar suas tarefas que incluem descobrir a causa das enfermidades, da fome e qualquer desgraça, e de prescrever a cura apropriada. Encontram-se entre os siberianos e outros povos asiáticos; sua atividade se desenvolve também entre muitas outras religiões e com outros nomes”.(The Cambridge Encyclopedia, 1990). - “Uma pessoa disposta a confrontar os mais grandes medos e sombras da vida física”. E, em função dos resultados: “Um curador que experimentou o mundo das sombras e que confrontou sem medo e sua própria sombra tanto como o diabólico que há nos outros e que pode, com êxito, trabalhar com as forças da obscuridade e da luz”.(Sams; 1990) - “Técnico arquetípico do sagrado. Sua profissão se desenvolve no espaço que une a imaginação mítica e a consciência ordinária” (Larsen). - “Pessoa de qualquer sexo que tem um especial contato com os espíritos(entendidos como forças não facilmente evidenciáveis) e capaz de usar sua habilidade para atuar sobre aqueles que estão afetados por esses mesmos espíritos” (Harner). - “Grande mago e sacerdote de certos povos primitivos, em especial do Norte da Ásia. Entre os mais famosos estão os xamãs da Siberia” (Diccionario de las C.O.); El Manual Moderno (1985). - Xamanismo: “A arte eterna de viver em harmonia com a criação” (Matthews en “The celtic shaman”. 1991). DEFINIÇÕES DE UM XAMÂ:
- “Um guia, um sanador, uma fonte de conexão social, um mantedor dos mitos do grupo e de sua concepção de mundo” (Walsh; 1990).
- “O xamanismo é entendido por muitos investigadores, especialmente pelos antropólogos, como um fenômeno arcaico mágico-religioso no qual a figura central se caracteriza por ser mestre na arte do êxtase”. (Edwards 1994).
Aho!!!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O xamã poderia ser considerado um tipo de curandeiro, mas nem todos os curandeiros são xamãs
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O que é o Caminho Vermelho - Instruçoes pra Aprendiz Xamanico
Hoje em dia existem tantas explicações e variações sobre o xamanismo quanto, pessoas caminhando sobre a terra. E se você estudar e pesquisar um pouco ficará realmente surpreso e satisfeito com tanto conteúdo que está a sua disposição nesse exato momento. E, talvez, você estude o xamanismo por anos, e até pratique suas teorias, mas provavelmente se você ainda está buscando respostas, é porque pode estar se distraindo pelo caminho. Pode não querer encontrar aquilo que é mais simples do que qualquer teoria dentro desse caminho espiritual, e que os povos nativos já encontraram e praticaram essas descobertas durante milênios sobre a terra.
É interessante dizer que para esses povos, não existe uma palavra que se refira ao EU como alguém separado. Para a maioria dos povos indígenas não existe EU, somos todos NÓS apenas um único ser, vivendo um sonho dentro do mundo manifesto da dualidade. Para acordar você simplesmente precisa estar disposto a se entregar, e sentir essa entrega como a sabedoria simples e profunda que é nos submetermos e não nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é o Agora.
Isso quer dizer, aceitar o momento presente sem exceções, abandonando a resistência interior daquilo que é. A resistência interior acontece quando dizemos "não" para aquilo que é através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. A resistência é a mente. A aceitação daquilo que é, nos religa, nos liberta imediatamente da identificação com a mente e nos reconecta com o Ser. Essa dualidade criada é a raiz de toda a complexidade desnecessária, de todos os problemas e conflitos em sua vida.Dentro do caminho vermelho ou a boa estrada vermelha, que se refere ao modo vida indígena "o amor é um estado do ser". Não está do lado de fora, está bem dentro de nós. Não temos como perdê-lo e ele não pode nos abandonar. Não depende de ninguém, de nenhuma forma de vida, de nenhuma forma externa. Essa é a realização da unidade. Isso é amor. Sentir profundamente a presença sem as viciadas ilusões que estamos tão habituados a alimentar e a sustentar.
Entre nesse instante no Agora onde quer que você esteja. Caminhe com a sua verdade dentro de suas escolhas. Assuma as conseqüências de ser quem você é. Viva a plenitude dentro da sua jornada de vida. Que tipo de negociação você pode fazer dentro da consciência? Não podemos atalhar o caminho, não podemos negociar ou driblar a consciência, ela é o olho, o oráculo da verdade e se manifesta independendo das suas vontades. Se eu puder resumir o que é o caminho vermelho, escolho dizer assim:
É o caminho que leva a mente ao coração.
Podemos dizer que é um viver natural, não estar separado de si nem do outro, não delegando ao outro a própria felicidade, assumindo a si mesmo com amor e compaixão, sendo quem se é.
Mas você não entenderá isso se não sentir sua própria experiência dentro do presente, dentro do agora. Serão apenas palavras, palavras de conhecimento que você já está cansado de ler e reler e quando você tenta aplicar na prática da sua vida, a desconexão continua.
Então a resposta nesse texto para "O que é xamanismo?" talvez seja tão simples como apenas se permitir estar em paz, viver em harmonia dentro do presente, viver cada momento aqui e agora sem se preocupar com o que foi, nem com o amanhã, estar aqui nesse instante é um ato de coragem. E ser feliz sendo quem se é.
Se o dia fosse uma dança, qual seria a dança deste dia?
Eles dançavam a gratidão, celebravam as colheitas, energizavam o espírito para ver não só com os olhos, mas com o coração. Era o resgate da arte mágica e a expressão natural do poder ancestral. Um movimento podia guardar segredos e sonhos, um sonho podia dançar movimentos inimagináveis. Se o dia fosse uma dança, qual seria a dança deste dia?
DANÇA DA ENTREGA

Uma fresta de luz iluminou o cômodo escuro, era o nascer do sol que convidava a abrir os olhos e ver um novo mundo.
O dia amanhece como o primeiro, com as maiores oportunidades de co-criação e realização da alma.
Não era o esperado, mas sinceramente era o que tinha ser. Ninguém espera sem saber e o saber se modifica na dança da vida.
Quando sua dança toca a compreensão da existência do outro, da participação da vida, da natureza, das energias, da força do espírito, da Presença amiga, do amor que cativa e cultiva os sentimentos altruístas...
Quando o olhar compreende a importância da diversidade, das cores no arco-íris, dos desafios da auto-superação, dos ciclos, dos sonhos...
Quando o coração não se sente sozinho, mas está em sintonia com a Deusa-Mor, com fé nas aptidões de se ser humano e mensageiro dos melhores valores divinos...
Acontece o inesperado! Todo o esforço se esvai feito água entre os dedos, os movimentos do corpo não segue o controle da mente, mas as sensações da alma. Você não repete o movimento é o movimento que repercuti no que você é.
É a dança da entrega, deixe fluir, deixe fluir... Não tente ser, apenas seja!
Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”
Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Imagem: Jaguar Shaman – Savanna Redman
O talismã contem o segredo que matará sua sede
O TALISMÃ
Ela caminhava pelo deserto da vida, tinha sede de experiência, buscava algo que a despertaria das ilusões e iluminasse seus passos e visões. Seu pai havia dito: “Filha, o talismã, o talismã contem o segredo que matará sua sede e guiará seus passos.” Desde então ela procurava pelo talismã, dia e noite, dunas, povos, livros, pessoas, ordens secretas, feiras, onde imaginava que o encontraria lá estava ela, a primeira da fila.
Depois de muito procurar, procurar e se perder, um choro brota de suas entranhas. Além da sede, havia fome, uma sensação de solidão, como se a bússola da consciência tivesse quebrado os ponteiros, na cabeça um parafuso a menos e a insanidade batesse a porta. As lágrimas se misturavam com a areia quente, joelhos ao chão, mãos no rosto e dor no peito.
Uma velha se aproxima e senta-se ao seu lado. Não diz uma palavra, e a buscadora estava aos prantos. O mistério parecia envolver aquela presença sábia, que reconhecia que cada pessoa possui o seu tempo e jeito de ser. E existem momentos de intensa procura e outros em que a procura precisa ceder.
Depois que ela parou de chorar, a velha, que parecia ser cega, surda e muda retira da cintura um galho e desenha no chão um triangulo com a ponta para baixo e escreve nas pontas “Acreditar em Si”, “Mansidão” e “Humildade”. Desenha um novo triangulo intercalando o anterior com as palavras “Altruísmo”, “Companheirismo” e “Doação”. Forma uma estrela de seis pontas e no centro escreve “Deus”. A velha quebra o galho que havia utilizado para desenha em três partes e planta na areia. Como uma miragem desaparece em poucos instantes.
Ela, a buscadora que tinha sede, que queria a luz, olhava aquele desenho e meditou por dias e mais dias, sempre renovando os traços com receio de que eles desaparecessem. Daquela experiência ela extraiu a seguinte essência:
“O talismã não está em um objeto, na verdade é um lembrete daquilo que a consciência compreende como sendo o certo. Não está na areia e nem nos traços, pode até ser que ele envolva os pensamentos, o peito e se estende pelos braços. Acreditar em si mesmo, mansidão nas palavras, humildade nos atos é a magia de definir qual é o real foco. Elevação dos sentidos, sempre com altruísmo e companheirismo, afinal, nunca se está totalmente sozinho. Retribuir as qualidades herdadas, doar a ação, doação das melhores verdades e capacidades. Pois o centro do talismã é Deus, e no centro de Deus está o ‘eu’.”
Medite, perceba e sinta a essência de seus passos.
Mitakuye Oyasin!
“Por todas as nossas relações!”
Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano
Autor: Samuel Souza de Paula
Imagem: Medicine Woman – Karen Goldsmith
Livro Costumes e Tradições do Povo Yawanawá PDF
Livro Costumes e Tradições do Povo Yawanawá
Abaixo o link do Livro Costumes e Tradições do Povo Yawanawá. Este livro é fruto do sonho de um jovem incansável pesquisador da cultura de seu povo. Vinyá é Professor e Diretor da Escola na Aldeia Nova Esperança, ele também é um grande feitor de cocares. Neste livro podemos conhecer mais sobre esse lindo povo da nossa Amazônia Brasileira, a sua origem, a sua luta pela terra, as suas lendas, os seus anciões... O seu Costume e tradição. De alguma forma também nos conhecendo mais como povo "um só povo Brasileiro".
É só clicar no link abaixo e fazer o download em PDF
http://www.cpiacre.org.br/pdfs/projeto_yawa_visualizacao.pdf
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Pajé João não tirava o cachimbo da boca. Por que Mestre?
O CACHIMBO DO PAJÉ
- Moisés não largava o bastão, Salomão não tirava a coroa, João Batista sempre vestia couro de camelo e o Senhor Jesus não cortava o cabelo. Taí o mistério. Cada qual com seu costume e cada costume com seu segredo! (Ditos do Pajé João - compilados por Atahualpa de Aquino).
Palavras do chefe Comanche e líder da NAC sobre Jesus
A IGREJA E A TENDA
Disse o Profeta Quanah Parker (1845 - 1911), chefe Comanche e líder da Native American Church.
Um terço dos miseráveis no mundo são índios
Um terço dos miseráveis no mundo são índios
terça-feira, 3 de maio de 2011
A VIAGEM DE UM XAMÃ - Xama Aprendiz


