A TRADIÇÃO DO LOBO
A Tradição do Lobo é um conjunto de práticas e doutrinas muito antigas. Nela encontramos a religiosidade popular do camponês medieval, as lendas celto-romanas, práticas xamânicas européias e o ocultismo francês mesclados harmoniosamente.
Ela chegou até nós por intermédio de Marie Ferrara, uma artista italiana. Marie nasceu em Veneza e estudou na França. Em 1960, na mística cidade de Lyon, ela foi iniciada em um grupo de praticantes de uma antiga Arte. Este grupo, chamava-se “Irmandade do Lobo” e dizia proceder de uma linhagem medieval de curandeiros.
Na Irmandade os membros procuravam adestrar-se numa espécie de xamanismo europeu. Não existia culto a nenhuma divindade ou espírito, apenas a lembrança de um secreto atavismo: o lobo.
Para esta tradição, o lobo é o guardião dos mistérios da noite interior (o lado desconhecido do ser humano) e da noite exterior (a face oculta da Mãe Natureza).
Para tanto, velhos cantos, exercícios xamânicos, o uso da botânica medieval e certos signos de um Grimório Secreto, são empregados com sucesso.
Para tanto, velhos cantos, exercícios xamânicos, o uso da botânica medieval e certos signos de um Grimório Secreto, são empregados com sucesso.
Hoje em dia, esta tradição é chamada de Lupine, recusando-se formalmente a ser classificada como Bruxaria ou Wicca, embora conte com muitos integrantes da Bruxaria Tradicional Francesa.
Os lupines possuem quatro graus de instrução: lobo negro (I), lobo cinzento (II), lobo branco (III) e lobo vermelho (IV). Cada um com seus ritos e mistérios. A reunião é chamada de alcatéia.

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